Impacto fêmoroacetabular (FAI): o que é e como tratar
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Impacto fêmoroacetabular (FAI): o que é e como tratar

15 de abril de 20266 min de leitura
BlogImpacto fêmoroacetabular (FAI): o que é e como tratar
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Dr. Edno Giriboni

Ortopedista e Traumatologista

O impacto femoroacetabular, conhecido pela sigla FAI, é uma condição anatômica em que há contato anormal entre a cabeça do fêmur e o acetábulo (bacia do quadril) durante os movimentos da articulação. Essa fricção repetitiva causa lesão no labrum e na cartilagem articular, levando a dor, limitação de movimento e, se não tratado, artrose.

Os três tipos de FAI

O FAI cam ocorre quando a cabeça do fêmur tem formato oval em vez de esférico, criando uma saliência óssea que colide com o acetábulo durante a flexão e rotação interna. O FAI pincer acontece quando o acetábulo cobre excessivamente a cabeça femoral. O tipo misto combina ambas as alterações e é o mais comum na prática clínica.

Sintomas e diagnóstico

A dor típica do FAI é localizada na virilha ou lateral do quadril, piorando com atividades que exigem flexão e rotação, como agachar, cruzar as pernas ou praticar esportes. O diagnóstico é feito através do exame clínico, que inclui testes específicos de impingement, e exames de imagem como radiografia, ressonância magnética e, em alguns casos, tomografia computadorizada.

Tratamento conservador

Nos estágios iniciais, o tratamento não cirúrgico pode aliviar os sintomas. Fisioterapia focada na mobilidade articular, fortalecimento dos glúteos e core, alongamento dos flexores do quadril e modificações de atividade são as principais estratégias. Anti-inflamatórios e infiltrações também podem ser utilizados para controle da dor.

Artroscopia de quadril: a solução definitiva

Quando o tratamento conservador falha ou quando há lesão documentada do labrum ou cartilagem, a artroscopia de quadril é o tratamento de escolha. Através de pequenas incisões, o cirurgião remodela a cabeça do fêmur (osteoplastia cam), corrige a cobertura excessiva do acetábulo (rim trimming) e repara o labrum lesionado. A taxa de sucesso é elevada, com significativa melhora da dor e função.

O FAI é uma condição progressiva. Quanto mais cedo for diagnosticado e tratado, maiores as chances de preservar a cartilagem articular e evitar a artrose do quadril. Se você sente dor persistente na virilha, procure um ortopedista especialista em quadril.

Fontes e Referências

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